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terça-feira, 12 de julho de 2011

Histologia - O estudo dos tecidos

Os tecidos humanos são variedades de quatro tecidos básicos:
epiteliais, conjuntivos, musculares e nervosos.

Os tecidos são grupos celulares originados por meio dos folhetos embrionarios que executam funções específicas no organismo.

Constituição: Os componentes dos tecidos humanos
Em uma determinada etapa do desenvolvimento embrionario, as células se diferenciam para formar os tecidos e orgãos (organogênese). Os tecidos que formam o corpo humano são constituidos por diversas células diferentes, pois a expressão dos genes dos folhetos embrionarios ocorre de modo diferente.
Algumas substâncias são localizadas entre as células são fibras proteicas que dão resistencia e elasticidade aos tecidos.
O tecido conjuntivo ócio possui uma matriz intercelular formada por fibras colágenas com uma composição análoga ao concreto que reforça as paredes de um edificio, pois o colágeno é uma proteina muito resistente.

Classificação dos tecidos
O corpo humano é formado por trilhões de células que constituem a base da organização dos seres vivos.
O organismo humano é formado por 4 tipos básicos de tecidos:
epiteliais, conjuntivos, musculares e nervosos. A integração de todos esses tecidos permite-nos respirar, digerir, caminhar e estudar etc.

Tecidos Epiteliais: Revestindo e Secretando
A caracteristica principal dos tecidos epiteliais ou epitélios é a existencia de células bem unidas. Uma de suas principais funções é o revestimento externo e interno do corpo e dos orgãos. Como exemplos, temos a epiderme, que forma a parte externa da nossa pele, e as mucosas, as quais revestem as cavidades internas, como a mucosa bucal, nasal, gástrica entre outros.

Tecidos Conjuntivos: Conectando as Partes do Corpo
Esses tecidos se caracterizam por apresentarem tipos diferentes de células separadas umas das outras.
Os tecidos conjuntivos estão relacionados a sustentação e a conexão entre os demais tecidos e órgãos, alem de permitirem a nutrição e a defesa do organismo.

Tecidos Musculares: Garantindo a Movimentação
Os tecidos musculares são formados por células alongadas que possuem a capacidade de contratibilidade. Isso faz com que possam encurtar-se e, depois, relaxar, possibilitando a movimentação e o deslocamento do corpo.

Tecido Nervoso: Transmitindo os Impulsos Nervosos
O tecido nervoso é formado por células denominadas neurônios e gliócitos. Os neurônios possuem o aspécto estrelado e prolongamentos responsáveis pela condução dos impulsos nervosos. Já os gliócitos formam um conjunto de células responsáveis pela nutrição, defesa e sustentação do tecido nervoso. Esse tipo de tecido forma os nervos e os orgãos do sistema nervoso responsáveis pela coordenação de todas as funções vitais do nosso organismo.

Obs: A integração armoniosa entre os tecidos do nosso corpo, permite o funcionamento dos orgãos e dos sistemas que formam o organismo. Assim, o nosso corpo concegue se manter equilibrado, apesar das modificações que ocorrem no mundo exterior

Número de camadas celulares. Levando em conta o número de camadas que constitue o epitélio pode ser:

  • simples - quando formado por apenas uma camada de células. Encontra-se no revestimento dos vasos sanguíneos (endotélio) dos ovários, do intestino, do estomago, etc;
  • estratificado - quando formado por duas ou várias camadas de células;
  • pseudoestratificado - quando formado por apenas uma camada de célula, de tamanhos diferentes, que conferem ao epitélio uma aparente estratificação; na verdade, trata-se de uma variação do epitélio simples.

Tecido epitelial secretor ou glandular: o controle metabólico
  • Seu corpo começa a suar bum dia quente ou após uma atividade física;
  • Seus olhos liberam lágrimas quando você chora;
  • Você começa a salivar ao sentir o cheiro da comida;
  • Os batimentos do seu coração se intensificam após levar um susto;
Todos esses e muitos outros mecanismos que ocorrem em seu organismo são controlados pelos diversos tipos de glândulas.
Os epitélios formadores das glândulas são constituídos por células especializadas na secreção de produtos, que geralmente ficam armazenados em grânulos citoplasmáticos, cuja composição e função são variáveis. Essas células se proliferam nas regiões inferiores de tecido conjuntivo para formar os diversos tipos de glândulas, que são classificadas com base no modo de eliminação dos produtos.

Local de eliminação das secreções. Dependendo do local em que eliminam suas secreções as glândulas classificam-se em:

  • exócrinas - eliminam o produto elaborado na superfície do epitélio de revestimento que originou a glândula; para tanto, as glândulas exócrinas são dotadas de dutos ou canais que transportam a secreção desde a glândula até o epitélio; exemplos: glândulas sudoríporas, mammárias, lacrimais, sebáceas e salivares.
  • endócrinas - não tem contato físico com o epitélio do qual se originam; são desprovidas de dutos ou canais transportadores, sendo suas secreções coletadas por vasos sangüíneos; tais secreções são chamadas de hormônios; exemplo de glândulas endócrinas: hipófise, tireóide, adrenais, ovários e testículos.

Histologia - Estudo dos Tecidos do Corpo

O que é:

A histologia é a ciência que estuda os tecidos do corpo humano. Os tecidos são formados por grupos de células de forma e função semelhantes.

De forma simples podemos entender que a célula é a unidade fundamental do corpo, os tecidos são a associação de várias células semelhantes, os órgãos são a junção de vários tecidos que realizam uma determinada função, os sistemas são a união de vários órgãos (sistema nervoso, linfático,esquelético, respiratório, tegumentar, circulatório, etc) e que a união de todos os sistemas formam o organismo.

Os tecidos de nosso corpo podem ser classificados em tecido epitelial, tecido conjuntivo, tecido muscular e tecido nervoso.

O tecido epitelial apresenta como características: ausência de espaço entre as células, ausência de vascularização e grande capacidade de renovação celular. Sua função principal é proteger o corpo contra a penetração de microorganismos, substâncias químicas e agressões físicas.
Ele se encontra recobrindo o corpo externamente (epiderme e córnea) e a superfície interna dos órgãos ocos como o estômago, ouvido, nariz, pulmão, boca, útero, bexiga, etc. Além disso, ele é o responsável pela formação de glândulas (fígado, pâncreas, glândulas salivares, etc).

O tecido conjuntivo possui espaço entre as células, é ricamente vascularizado, possui baixa renovação celular e material intersticial (fibras colágenas, elásticas e reticulares), possui também o líquido intersticial (local de onde as células retiram seus nutrientes e depositam os seus resíduos).

Entre suas várias funções, este tecido possui uma importantíssima: unir e separar órgãos ao mesmo tempo. Abaixo de todo tecido epitelial, deve haver, obrigatoriamente, um tecido conjuntivo.

O tecido muscular possui células especializadas para a contração. Sua função é permitir o movimento, realizar a manutenção postural e a produção de calor. Ao contrário dos tecidos citados acima, este não possui renovação celular.

O tecido nervoso é formado por células nervosas (neurônios) e também por células protetoras e de sustentação, chamadas neuroglias. Assim como ocorre no tecido muscular, este é formado por células que não se renovam.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Índice de Massa Corporal - IMC

O que é o Índice de Massa Corporal?
O índice de Massa Corporal (IMC) é uma fórmula que indica se um adulto está acima do peso, se está obeso ou abaixo do peso ideal considerado saudável. A fórmula para calcular o Índice de Massa Corporal é:
IMC = peso / (altura)2
Segundo o IMC, quem é considerado acima do peso e quem é obeso?
Antes de tudo, é preciso salientar que o Índice de Massa Corporal é apenar um indicador, e não determina de forma inequívoca se uma pessoa está acima do peso ou obesa.
Quais são os pontos fracos do IMC?
Há alguns problemas em usar o IMC para determinar se uma pessoa está acima do peso. Por exemplo, pessoas musculosas podem tem um Índice de Massa Corporal alto e não serem gordas. O IMC. também não é aplicável para crianças.
Outro problema é a influência, ainda não suficientemente estudada, que as diferenças raciais e étnicas têm sobre o Índice de Massa Corporal. Por exemplo, um grupo de assessoramento à Organização Mundial de Saúde concluiu que pessoas de origem asiática poderiam ser consideradas acima do peso com um IMC de apenas 23.
Qual é o método mais preciso para definir se uma pessoa está gorda?
O Índice de Massa Corporal, apesar de conter alguns pontos fracos, é um método fácil no qual qualquer um pode obter uma indicação, com um bom grau de acuidade, se está abaixo do peso normal, acima do peso ideal, ou obeso. Porém, o método mais preciso para determinar se a pessoa está gorda é a medição do percentual de gordura corporal. Tal medição deve ser feita por profissional qualificado utilizando um medidor de dobras cutâneas. Você pode ter a medição de seu porcentual de gordura corporal nas boas academias de ginástica. Há também medidores de gordura portáteis.

E Para Quem Quer Emagrecer Aqui Vão Algumas Dicas:
Durma bastante e tenha uma boa noite de sono
Uma das mais recentes pesquisas a esse respeito afirma que quem dorme mal, pouco e muito tarde tem mais dificuldade para manter o peso ideal. Durante o sono, nosso corpo regula as produções de substâncias que controlam o nosso apetite ao longo do dia. Além disso, quem dorme poucas horas por noite tem um aumento no nível de cortisol, hormônio que, quando desregulado, diminui a formação de massa muscular e aumenta o depósito de gordura
Pratique exercícios físicos
Embora atualmente se saiba que a alimentação correta é a maior responsável pelo emagrecimento, é inegável a importância da prática constante de atividades físicas para evitar o ganho de peso. Se você for sedentário e estiver insatisfeito com seu peso, mesmo de dieta, saiba que, caso comece a fazer ginástica, diminuirá os níveis de gordura corporal, mas também ganhará músculos – que deixam o corpo mais belo
Não coma rápido demais
O cérebro precisa de 20 minutos, pelo menos, para traduzir o efeito de substâncias (produzidas pelo corpo) que indicam a sensação de saciedade. É por isso que os especialistas em emagrecimento reforçam a importância de se mastigar bem. Se você come rápido demais, acaba não se sentindo saciado e, por isso, come mais ao longo do dia
Tenha uma alimentação com horários regrados
Se você não toma café da manhã, faz suas refeições fora de hora e exagera na comilança noturna, dificilmente será magro. O corpo humano precisa de mais energia pela manhã. Já à noite o ideal é fazer refeições bem leves, que não sobrecarreguem o sistema digestivo nem atrapalhem o sono (como já foi explicado, dormir mal atrapalha a boa forma)


Aluna: Mariana Martini

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mitose

A mitose produz células filhas idênticas à célula-mãe. Cada célula filha contém exatamente o mesmo número de cromossomos da célula mãe. Esse processo ocorre durante o crescimento de um indivíduo e nos processos de regeneração, constitui também a base de alguns processos de reprodução assexuada, como a bipartição ou cissiparidade e o brotamento.

Fases da divisão celular na mitose

Intérfase - Não pertence ao fenômeno mitótico. Durante a intérfase, as células crescem, o material genético (DNA) se duplica, formam-se novas organelas citoplasmáticas e a célula acumula energia para continuar o processo. Subdivide-se em três fases: G1, S e G2; na fase S ocorre a autoduplicação do DNA. Após a intérfase, se inicia o processo mitótico propriamente dito.

Intérfase

Intérfase - Divisão celular: crescimento da célula, duplicação do DNA.

A mitose está dividida em 4 fases:

Prófase - Ou fase anterior (fase da "mobilização" para a ação). Os cromossomos condensam-se, tornando-se visíveis; a carioteca e os nucléolos desintegram-se; os centríolos dividem-se e dirigem-se para os pólos da célula; é formado o fuso de divisão (fibras protéicas).

Prófase

Prófase - Condensasão dos cromossomos.

Metáfase - Ou fase do meio, é a fase mais propícia para estudos da morfologia dos cromossomos, onde os cromossomos apresentam o máximo grau de condensação. Os cromossomos, presos às fibras do fuso, migram para o equador do fuso, plano médio da célula. No final da metáfase, os centrômeros se duplicam e se partem longitudinalmente, de modo a deixar livres as cromátides irmãs.

Metáfase

Metáfase - migração dos cromossomos.

Anáfase - Ou fase de cima. Dois lotes idênticos de cromátides irmãs, agora como novos cromossomos, afastam-se e migram para os pólos, puxados pelos respectivos centrômeros, devido ao enxurtamento das fibras do fuso.

Anáfase

Anáfase - divisão celular

Telófase - Ou fase do fim. Os dois cromossomos aproximam-se dos pólos e se agregam. Ocorre o inverso à Prófase: os cromossomos descondensam-se (tornando-se invisíveis); os nucléolos reaparecem; duas novas cariotecas são reconstituídas a partir das vesículas do retículo endoplasmático. Terminadas a divisão do núcleo (cariocinese), desaparecem as fibras de fuso, ocorre a distribuição dos organóides e a divisão do citoplasma (citosinese), que isola as duas células filhas. Essas células entram em intérfase e se preparam para uma nova divisão.

Citocinese é a divisão do citoplasma no final da mitose; é centrípeta.

Telófase

Telófase

Meiose

Divisão Reducional - Produz células-filhas com a metade dos cromossomos da célula-mãe; ocorre na formação de gametas.

Etapas da meiose:

  • Prófase I - Os cromossomos condensam-se e os homólogos se juntam formando tétrades; a carioteca e os nucléolos se desintegram; os centríolos duplicam e dirigem-se para os pólos da célula; forma-se o fuso de divisão.
  • Metáfase I - As tétrades se distribuem-se no equador da célula.
  • Anáfase I - Os cromossomos homólogos separam-se e migram para os pólos da célula.
  • Telófase I - O citoplasma se divide e formam-se duas células-filhas com n cromossomos cada uma.
  • Intercinese - Curto intervalo entre as duas etapas da divisão.
  • Prófase II - Os centríolos se dividem e formam-se novos fusos de divisão nas duas células-filhas.
  • Metáfase II - Os cromossomos dispõem-se no equador das células.
  • Anáfase II - Os centrômeros dividem-se, as cromátides-irmãs se separam migrando para os pólos das células.
  • Telófase II - O citoplasma se divide e os núcleos reconstituem-se nas quatro células-filhas.

Prófase I

A prófase I é a fase mais longa e nela ocorrem os eventos mais importantes da meiose. Subdividem-se em cinco períodos:

  • Leptóteno - Os cromossomos condensam-se e tornam-se visíveis.
  • Zigóteno - Os cromossomos homólogos juntam-se aos pares.
  • Paquíteno - Os cromossomos tornam-se mais curtos e espessos, formando tétrades.
  • Diplóteno - Os cromossomos homólogos iniciam a separação; podem ser observados os quiasmas, que evidenciam trocas de pedaços entre os homólogos, processo conhecido como permuta ou crossing-over.
  • Diacinese - Os cromossomos migram para o equador da célula.

A autoduplicação do DNA ocorre na interfase; na prófase I os cromossomos estão duplicados em cromátides-irmãs.